Sem compromisso
foi o que disseste
e tudo o que me deste
foi-se num sumiço.
Não existindo tu e eu
então o que morreu?
Algo se desvaneceu...
Mas o que não existe
que não é meu nem teu,
do que não se desiste
se não aconteceu,
não há pena, não nasceu.
Então que aconteceu?
Porque algo se perdeu,
não para ti ,mas para mim.
Porque tens medo assim?
Medo de quê? De seres meu?
Do para sempre, até ao fim?
Mas não há sempre, só fim!
Cada sempre é um instante,
cada fim é permanente,
cada passo errante
se o amor está ausente.
Por medo de compromisso?
Para quê o desperdício?
Compromisso para estares
no meu olhar , no meu sorriso,
para te reencontrares
no brilho do meu riso,
para dizer tu e eu...só isso.
Mas não há tu e eu,
nem compromisso.
Apenas um espaço imenso
que surgiu entre nós,
num lugar sem senso
em que permanecemos sós.
Apenas tu e apenas eu.
Apenas isso.
F.V.
domingo, 16 de maio de 2010
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