sábado, 15 de maio de 2010

SOLIDÃO


Ah! Solidão, Solidão,
que me imperas desde sempre,
és a minha perdição
agora e eternamente.

Lutar só e nascer,
com a força de um grito.
Lutar para viver,
num mundo interdito.

Crescer e descobrir
a própria existência,
estar só e existir
com devoção e paciência.

Viver na morbidez de uma moral
e na imperiosidade do sucesso,
querer lutar, levar a mal
e resumir-me ao que não peço.

Estas correntes que me amarram
á frigidez duma prisão,
foram aquilo que alcançaram
as trevas da servidão.

Oh ,solidão, solidão!
Resignar-me nos teus braços,
isolar-me na razão
ou cortejar os teus traços.

Perder-me no sossego,
aprender, ver, sonhar,
querer ir onde não chego
para poder alcançar.

Segurar a minha fé
e alcançar a liberdade
numa vida de ré
e ser o que sou de verdade.

E na fresta duma existência,
gritarei com fulgor,
na multidão a ausência
de compreensão e amor.

Ah! Clamarei meus ideais,
pedirei em altos brados,
serei muito, muito mais,
viverei sem enfados.

Sonhar, planear, querer,
na detenção de um retiro,
querer ser e não ser
aquilo que eu admiro.

Mas no canto do meu peito,
criarei forças, tentarei
combater o que não aceito
e finalmente serei.

Ah! Solidão, solidão!
No dia em que morrerei,
encontrarei a solução e
finalmente te vencerei!

F.V.

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